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Tributarista de Campos é o novo assessor de ministro do STF


Carlos Alexandre de Azevedo Campos vai trabalhar com o ministro Marco Aurélio Mello

Um dos mais brilhantes advogados da cidade, o tributarista Carlos Alexandre de Azevedo Campos, de 40 anos, recebeu convite - e aceitou - para integrar a equipe de assessores do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello. A indicação do nome dele surgiu entre os próprios assessores de Mello que ficaram impressionados com a qualidade de uma recente resenha do advogado.
O aspecto técnico da indicação, considerando somente a bagagem acadêmica de Azevedo Campos o deixou muito feliz: “A escolha do meu nome foi baseada em meus conhecimentos do Direito e não por aspectos políticos. Minha grande alegria é a de ir trabalhar com um ministro que sempre admirei por sua força intelectual”, disse.
O novo assessor revelou que já esteve em Brasília para uma conversa com o ministro Marco Aurélio. “Ele gostou da minha indicação e já me deu as boas-vindas para este que será o maior desafio da minha vida”, revelou. Carlos Alexandre destaca que o ministro Marco Aurélio desfruta de muita autonomia na Casa e tem a seu favor conhecimentos técnicos e independência. “Vou me mudar para Brasília, onde vou permanecer de segunda a quinta. Na sexta tenho aula de doutorado e passarei o fim de semana em Campos. É impensável não me mudar. Acho que vou dar uma boa contribuição para o Direito”, avaliou.
O futuro assessor lembra ainda que Marco Aurélio é considerado um jurista de vanguarda e, em matéria de jurisprudência de direitos fundamentais um dos mais liberais na corte. “Ele é o relator do aborto de anencefálicos e votou a favor da união homoafetiva. É liberal em relação aos direitos das minorias. Foi criticado por ter dado habeas corpus para o ex-banqueiro Salvatore Cacciola (condenado em primeira instância no Brasil por crimes contra o sistema financeiro). Ele deu o benefício para o Cacciola como daria para o João e o José. Porque ele é da linha do garantismo penal e muito respeitado pelos meios acadêmicos por suas posições firmes e independentes”, analisou.
O papel de um assessor é levantar uma boa base de pesquisa para a construção do voto. “O Supremo tem uma influência social muito grande. Ele nunca esteve tão forte e tão próximo da opinião pública. Marca minha carreira ajudar e participar, em alguma medida, desses processos do Supremo”, afirmou.
Campos informa que o novo cargo o impede de exercer a advocacia mas não impõe sua exclusão na sociedade do escritório Bicudo, Bolelli e Campos Advogados Associados. Ele acha que sua indicação terá efeito positivo na cidade: “Como professor de Campos, torço que isso sirva de exemplo aos alunos. De que é possível chegar a um cargo de assessor de ministro do STF. E que este é, de fato, um bom lugar para se chegar na carreira do Direito”, comemorou.
Fonte: Jornal Terceira Via

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