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Diretas já, de novo - Wadih Damous


Fonte: Site da OAB/RJ
Ao cidadão brasileiro, felizmente acostumado a votar diretamente em seus candidatos para vereador, prefeito, deputados estadual e federal, senador, governador e presidente da República desde 1989 pode parecer estranho que os 700 miladvogados do país não possam eleger livremente seus dirigentes de classe na instância máxima, o Conselho Federal da OAB. É muito estranho, mesmo.
 
Mais ainda quando se sabe que a Ordem esteve à frente das lutas da sociedade pelo restabelecimento e aperfeiçoamento das liberdades democráticas, foi às ruas na campanha das Diretas já e continua atuando nos dias de hoje como defensora dos direitos da cidadania em todas as áreas do Direito. Pois é, mas entre nós o pleito ainda é indireto, não representativo da expressão da vontade da maioria.
 
É por essa razão que, dia 14, começaremos, com um ato público, esta campanha da advocacia para a qual convidamos entidades civis, parlamentares, estudantes e todos comquem temos formado em prol da democracia em todos os níveis, no Rio e nos demais estados.
 
Busca-se coerência na atuação institucional da Ordem. Não está em causa a competência da direção da entidade. Não se cogita questionar sua legitimidade, erros ou acertos. Apenas, tão somente, 84% dos advogados ouvidos em pesquisa do Ibope afirmaram sua preferência pelas eleições diretas.
 
Essa esmagadora maioria nos leva a lutar por elas mais uma vez. O pleito indireto para presidente, por colegiado de 81 membros, é antidemocrático, favorece lutas internas, faz com que os dirigentes do Conselho sejam representantes dos conselheiros, não da advocacia. É uma contradição e uma nacronismo que, no sistema vigente, estejamos alijados da eleição daqueles que nos representam e falam em nosso nome.
 
Wadih Damous é presidente da OAB/RJ

Artigo publicado no jornal O Dia, 27 de abril de 2012

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